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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Tarsila do Amaral – Percurso Afetivo 14 Fev a 29 Abr Local: 2º andar | CCBB RJ Horário: Conforme programação



Tarsila do Amaral – Percurso Afetivo


14 Fev a 29 Abr


Local: 2º andar | CCBB RJ 


Horário: Conforme programação 


Primeira exposição individual nos últimos 40 anos no Rio de Janeiro de uma das mais importantes e emblemáticas artistas brasileiras. Tarsila do Amaral tem seu nome registrado na história da arte brasileira como uma vanguardista com presença marcante no Modernismo Brasileiro envolvendo-se de forma direta nos movimentos Pau-Brasil e Antropofágico.

Complementam a exposição uma palestra-concerto e encontros com curadores.

Curadoria: Antonio Carlos Abdalla e Tarsilinha do Amaral.



http://www.bb.com.br/portalbb/page511,128,10154,1,0,1,1.bb?codigoEvento=4503

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

"Máximo Silêncio em Paris"




A Praça Paris, localizada no centro da cidade do Rio de Janeiro, recebe a instalação do artista italiano Giancarlo Neri. de 27 de Janeiro até  04 de Fevereiro.

Intitulada "Máximo Silêncio em Paris", a obra possui cerca de 9 mil lâmpadas de 25 cm cada, que mudam de intensidade e cor. Inicialmente realizada em 2007 no Circo Máximo, em Roma, onde atraiu mais de 35 mil pessoas na abertura do evento Noite Branca, o trabalho foi feito no ano seguinte na Esplanada do Rei, em Madri. Em 2009, o artista fez instalação semelhante em Dubai. "Em cada local é uma situação diferente", afirma Neri.

As lâmpadas, programadas em ciclo, começam a brilhar sincronizadas, pulsando as mesmas cores: azul, vermelho, amarelo, verde. Depois de cinco minutos, vão ficando descontinuadas, resultando em um efeito multicolorido. Em seguida, o processo se reinicia. A ideia da obra partiu de um fato casual, quando a mulher do artista, depois de comprar uma luminária na megaloja Ikea, percebeu que, ao contrário do que pretendia, ela não era equipada com lâmpadas brancas, mas com lâmpadas coloridas que eram acesas alternadamente. "Não há nada computadorizado. Uso materiais fáceis, próximos ao kitsch", diz Neri sobre a obra, contando que as lâmpadas foram compradas em Xangai, na China.

"A intervenção do Giancarlo Neri é um projeto inovador que une arte e tecnologia e poderá ser visto a céu aberto por todos que vivem ou transitam pelo Rio", afirma Maria Arlete Gonçalves, diretora de Cultura do Oi Futuro. "Tem tudo a ver com a democratização do acesso à cultura, uma das grandes missões do Oi Futuro".

Ao falar de seu trabalho no Circo Máximo, em uma longa entrevista feita pelo renomado crítico Achile Bonito Oliva, Giancarlo Neri disse que seu objetivo com o trabalho é "conseguir provocar a mesma emoção numa criança de seis anos, numa cabeleireira de 40, num crítico de arte de 60 e na minha tia Margherita, que tem mais de 70 e foi professora da escola primária". Neri também definiu a natureza de sua arte como "pública, gratuita, independente, acessível
e temporal".


Máximo Silêncio em Paris, instalação luminosa do artista italiano Giancarlo Neri pode ser vista a partir de hoje 27 de janeiro, às 19h na Praça Paris, Rio de Janeiro. 
A obra, composta de cerca de 9 mil globos luminosos multicoloridos ficará acesa do anoitecer até a meia-noite. 
Em paralelo, o artista expõe ainda na Galeria Progetti (Travessa do Comércio, 22) uma instalação intitulada Presidente Mão, programada até 3 de março.
Os globos acendem em ciclo de cores – azul, vermelho, amarelo e verde – mas vão perdendo sua sincronia de acordo com o funcionamento da obra.  A impressão é a de que algo computadorizado orquestra o acender e apagar das luzes, algo que o artista se antecipa em explicar.
“Essa descontinuidade luminosa resulta em um efeito multicolorido com pulsações diferentes. Não há nada computadorizado nisso. Uso materiais simples, próximos ao kitsch, como esses globos chineses de jardim”, ressalta o autor de a obra "Máximo Silêncio" 
Boa parte da obra do artista é voltada para este tipo de linguagem. Máximo Silêncio em Paris foi criada para o Circo Massimo em Roma, por ocasião da Notte Bianca 2007, onde foi visitada por cerca de 300 mil pessoas em cinco dias. A instalação foi remontada em Madri, onde ganhou novo título:Noche en Blanco 2008. Depois de passar por Dubai, por conta da Copa do Mundo nos Emirados Árabes, em 2009, chega ao Rio de Janeiro com uma proposta inédita.
“Em cada local, é uma situação diferente. A obra interage diretamente com o espaço” Giancarlo Neri 
Fontes: "Diversas"


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

"ABAPURU"- TARSILA DO AMARAL

Em 1928 Pinta a Obra mais Conhecida de Tarsila que é o"Abaporu", que foi criada por Tarsila para dar de presente de aniversário a Oswald que se empolga com a Tela e cria o movimento"Antropofágico".






Antropofagia

Definição
No dia 11 de janeiro de 1928, a pintora Tarsila do Amaral oferece a Oswald de Andrade (1890 - 1954), como presente de aniversário, uma de suas recentes pinturas, sem saber que ela viria a ser a propulsora de uma das mais originais formulações teóricas sobre a natureza específica da arte moderna brasileira. Enquanto contemplava aquele estranho homem pintado por Tarsila, de pés enormes fincados na terra, cuja pequena cabeça parece apoiar-se melancolicamente em uma das mãos, cercado por um ambiente seco e quente, tendo como testemunha apenas o céu azul, o sol e um misterioso cacto verde, Oswald de Andrade foi indagado por seu amigo e escritor Raul Bopp (1898 - 1984), que o acompanhava na observação: "Vamos fazer um movimento em torno desse quadro?".Abapouru 1928, que em tupi-guarani significa "antropófago", foi o nome escolhido para aquela figura selvagem e solitária.
Funda-se em seguida o, Clube de Antropofagia, juntamente com a Revista de Antropofagia, em que é publicado o Manifesto Antropófago escrito por Oswald de Andrade como o cerne teórico do movimento nascente, que se dissolve com a separação entre ele e Tarsila, em 1929. Com frases de impacto, o texto reelabora o conceito eurocêntrico e negativo de antropofagia como metáfora de um processo crítico de formação da cultura brasileira. Se para o europeu civilizado o homem americano era selvagem, ou seja, inferior, porque praticava o canibalismo, na visão positiva e inovadora de Andrade, exatamente nossa índole canibal permitira, na esfera da cultura, a assimilação crítica das idéias e modelos europeus. Como antropófagos somos capazes de deglutir as formas importadas para produzir algo genuinamente nacional, sem cair na antiga relação modelo/cópia, que dominou uma parcela da arte do período colonial e a arte brasileira acadêmica do século XIX e XX. "Só interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago", bradou o autor em 1928.
Em linhas gerais, o Modernismo da Semana de 22 caracteriza-se por uma dupla vocação: atualizar o ambiente artístico brasileiro, colocando-o em contato com as diversas linguagens das vanguardas européias e ao mesmo tempo voltar-se para apreensão do Brasil, em um projeto consciente de criação de uma arte brasileira autônoma. Uma proposta de equação entre as duas inclinações (internacionalista e nacionalista) já se encontra no centro do Manifesto Pau-Brasil, 1924, de Oswald de Andrade, no qual o autor resolve o problema da tensão entre a cultura civilizada e intelectual do colonizador e a nativa e primitiva do colonizado mediante um "acordo harmonioso que se produziria na realidade, graças a um processo de assimilação espontânea entre 'a floresta e a escola' ", como notou Benedito Nunes.
  Nota -se que Oswald de Andrade exerce esse mesmo procedimento antropofágico ao transformar o estigma de canibal em qualidade, afirmando-o positivamente como constituinte da essência desrecalcada brasileira. Naturalmente não é o primeiro a utilizar a imagem do antropófago. Esta é corrente na literatura européia dos anos 1920, valorizada sobre o pano de fundo da redescoberta das culturas primitivas da África, América e Oceania pelas vanguardas artísticas. A temática do canibalismo comparece em autores tão diversos quanto o poeta futurista Filippo Marinetti, o pintor surrealista Francis Picabia, que edita sua revista Cannibale em 1920, o poeta Blaise Cendrars, entre outros. Certamente o autor dialoga com o movimento europeu, mas confere a imagem originalidade quando a transforma em metáfora de um procedimento criativo, ativo e crítico, gerador de uma arte brasileira moderna e autônoma.
Se em 1928 o escritor não abandona por completo esse ideal utópico de síntese entre o modelo europeu e a experiência do primitivo, acrescenta-lhe, no entanto, o primitivismo como arma crítica seletiva, na imagem do selvagem que devora e assimila apenas o que interessa, destruindo todo o resto. Proclama - contra todas as "catequeses", todos os importadores de consciência enlatada, o Padre Vieira, as elites vegetais, a verdade dos povos missionários, o índio de tocheiro, Anchieta, Goethe, e a corte de D. João VI e, por fim, a realidade social, vestida e opressora - a "realidade sem complexos, sem loucura, sem prostituição e sem penitenciárias do matriarcado de Pindorama". Pois se é inevitável a assimilação das conquistas da civilização moderna, é preciso que o brasileiro se eleve à cultura "desde que conserve as qualidades bárbaras das origens bugre e africana", como observou Mário Pedrosa.
No caso de Tarsila do Amaral, o procedimento poético de sua pintura, dita antropofágica (1928 aca.1929) - que além do Abaporu, compreende também  O Ovo [Urutu].1928, A Lua, 1928, Floresta, 1929 Sol Poente, 1929, Antropofagia, 1929, entre outras, e da qual  A Negra, 1923 é considerada precursora - caracteriza-se pela "desarticulação da forma construtiva", mediante a submersão na "materialidade cultural" brasileira. Sem esquecer o aprendizado moderno de redução formal e planificação do espaço pictórico, a artista cria, com o uso estilizado de formas arredondadas e cores emblemáticas (principalmente tons fortes de amarelo, verde, azul, laranja e roxo), um alegre universo "selvagem", que se liga a um mundo onírico, mágico (das lendas indígenas e africanas), primitivo, profundamente enraizado na cultura popular brasileira. Entretanto, vale lembrar, seguindo a argumentação de Sônia Salzstein, que a fase "antropofágica" de Tarsila não deve ser considerada como simples ilustração de uma teoria. Seu próprio desenvolvimento artístico a teria levado a esse momento de relação crítica com o aprendizado francês, de certa forma antevendo plasticamente a plataforma antropofágica oswaldiana.
A partir dos anos 1930, com o agravamento da situação econômica e social com o craque da Bolsa de Nova York em 1929, do qual Oswald de Andrade é uma das vítimas, e a instauração do período getulista (1930-1945), a questão do "moderno" como tensão entre nacional e internacional toma outros rumos, sendo discutida em termos diversos, pelo menos até o fim dos anos 1960. Oswald renega o "sarampão antropofágico" durante os anos 1930, voltando a ele somente no fim da década de 1940. A idéia de antropofagia como procedimento estético só é conscientemente retomada, em meados dos anos 1960, montagem da peça O Rei da Vela, pelo Teatro Oficina, e o movimento tropicalista de 1967-1968. A institucionalização desse conceito dá-se em 1998 quando a 24ª Bienal Internacional de São Paulo, de maneira discutível, é organizada segundo o tema "Antropofagia e Histórias de Canibalismo", propondo a construção de uma outra história mundial da arte, ou seja, uma história que adotasse um ponto de vista não-eurocêntrico. Propõe-se então a atualização e, curiosamente, a internacionalização da antropofagia oswaldiana.



sexta-feira, 27 de maio de 2011

Estou impressionada com o trabalho da artista Cal Lane, ela transforma objetos de ferro em obras delicadas. A sensação que dá é de que o ferro virou renda!













"

                  É a versão metaleira da mulher-rendeira.
Cal Lane, usa técnica de solda e ferramentas de corte de metal para criar delicados padrões rendados em superfície de metal, ela transforma objetos  que seriam lixo em obras delicadas e femininas com a textura de rendas....
Conheça mais obras de Cal Lane em seu site: http://www.callane.com/works.html

Arte brasileira bate recorde em leilão de arte da Sotheby's Fonte: O GLOBO



NOVA YORK - A forte demanda pela arte abstrata brasileira e pelas obras do colombiano Fernando Botero gerou um recorde de preços para um leilão de arte latino-americana da Sotheby's, com mais de US$ 21,6 milhões em vendas. O lance mais intenso da noite foi para esculturas abstratas brasileiras feitas de madeira.
A escultura do brasileiro Cildo Meireles "In-Mensa", de 1982, foi vendida por US$ 518 mil, um recorde para o artista em leilões. Ela usou madeira polida para criar móveis híbridos, confundindo as partes que são cadeiras ou mesas. Uma escultura de 1965 de Sérgio Camargo foi arrematada por US$ 842.500.
A Sotheby's disse que o mercado de arte no Brasil está crescendo. A valorização do real torna a arte com preços em dólares dos EUA mais baratos em comparação com a moeda do país.



http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/05/26/arte-brasileira-bate-recorde-em-leilao-de-arte-da-sotheby-s-924544139.asp

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A Moça com Brinco de Pérola - Johannes Vermeer

Johannes Vermeer, pintor do quadro "A Moça com brinco de Pérola", é o segundo artista holandês mais importante do século XVII, período conhecido como Idade de Ouro devido às conquistas culturais e artísticas do país. Viveu apenas 43 anos e nunca saiu de Delft onde nasceu. Por não ter conseguido reconhecimento em vida foi totalmente esquecido até 1886, quando o historiador de arte francês Théophile Thoré descobriu e valorizou seu trabalho. Catalogou, então, 40 quadros como de sua autoria que atualmente são muito admirados, sobretudo pela transparência das cores, pelas composições originais e pelo uso pontual da luz de forma a realçar o conjunto. Sua vida foi contracenada no filme "Girl with a Pearl Earing", de 2004, realizado pelo diretor Peter Webber. A atriz Scarlett Johansson interpreta Griet, sua empregada doméstica. Vermmer obteve o reconhecimento de segundo pintor holandês mais famoso do século XVII, período da Idade de Ouro Holandesa, depois de Rembrandt. Seus quadros são admirados pelas suas cores transparentes, composições inteligentes e brilhante uso da luz.